quinta-feira, 31 de maio de 2007

Um show de acampamento

A professora Elange Ferreira, líder do Ministério da Criança e Adolescente da Apac, está no quarto ano seguido à frente da realização do Adolecamp. O programa tem sido um sucesso de público e tem colaborado para levar muitos jovens para mais perto de Jesus. A seguir, a líder do programa revela sua paixão pelo trabalho com os adolescentes e conta o que vem por aí.

Como surgiu a idéia de realizar o Adolecamp?

No ministério sempre me envolvi com os adolescentes de maneira muito especial. Parece que existe uma atração. Vi os resultados desse trabalho e fiquei muito feliz. Embora a adolescência seja uma fase conturbada, em que os hormônios estão em muita atividade, é uma fase da vida muito bonita. Alguns às vezes se fazem de durões, mas debaixo dessa capa existe sempre um jovem que quer ser aceito e compreendido. Quando a gente dedica um tempo, com amor, o coração é conquistado.

Que resultados podem ser vistos depois de três Adolecamps?

As conversões, batismos, e testemunhos de pais e professores têm sido marcantes. Têm mostrado que esse é um projeto de Deus. Todo ano fazemos um programa divertido, mas com o objetivo final de aproximar os adolescentes de Jesus. Quando eles se comprometem a aceitar a vontade de Deus e viver para ele, todo esforço é recompensado.

O que se pode esperar do Adolecamp 2007?

Esse não é apenas um programa que passa e vai embora. É um projeto de Deus. Estamos orando e nos dedicando há muitos dias, para que tudo alcance sua finalidade. Queremos que seja um programa descontraído, mas ao mesmo tempo espiritual. Queremos que ali, os adolescentes tenham a certeza de que seguir os caminhos de Deus só vai trazer alegria para a vida dele.

O que pode ser feito na igreja para dar continuidade ao trabalho?

Precisa haver dedicação. Atividades sociais, espirituais e missionárias voltadas especialmente para eles. Nesse Adolecamp, vamos ver exemplos práticos de meninos e meninas que estão se dedicando e fazendo belíssimos trabalhos. Eles têm um grande desejo de realizar grandes coisas. O que falta às vezes é um líder se levantar e direcionar o potencial criativo e transformador dos adolescentes. Se nas nossas igrejas tivermos pessoas que se identificam com essa faixa etária, pessoas cristãs, que dão um bom exemplo, vamos ter sempre uma igreja jovem, poderosa. Diferente do que acontece em muitos lugares fora do Brasil, onde a igreja está cada vez mais idosa. Precisamos dar continuidade a esse trabalho para que a igreja permaneça viva.